Os assessores eclesiásticos de diversas pastorais que formam o Conselho Diocesano de Pastoral participaram de uma videoconferência com dom Edson Oriolo, bispo da Diocese de Leopoldina, para refletir sobre as ações e metodologias de planejamento para as pastorais da Diocese de Leopoldina.
Sob o título ‘Gestão de planejamento’, o bispo diocesano elencou as considerações dos papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco, sobre as necessidades da organização estratégica das atividades pastorais.
Os tópicos abordados alertam sobre a importância de se criar uma cultura de planejamento pastoral, evitando improvisações. “A Igreja existe para evangelizar. A ação pastoral planejada é a resposta específica, consciente e intencional às necessidades da evangelização”, comentou.
Dom Edson considera ainda que o planejamento pastoral deve ser realizado de forma participativa, em todos os níveis, nas comunidades e com pessoas interessadas. Ele citou os documentos da CNBB sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que dão pistas importantes para a elaboração de um plano de pastoral.
Também elencou metodologias para análise dos ambientes internos e externos, como forma de conhecer a realidade, identificando necessidades, definindo ações para alcançar os objetivos definidos. Destacou ainda a diferença de plano e planejamento, principalmente no âmbito de pastorais e movimentos, para despertar nos ministros ordenados a capacidade de discernimento da realidade, mobilização das forças evangelizadoras mais dinâmicas com objetivo de uma organização da ação pastoral.
O padre Paulo Roberto Gomes, coordenador de pastoral da Diocese de Leopoldina, comentou que a apresentação de dom Edson sobre o planejamento pastoral é muito oportuna. “Há algum tempo não conseguimos nos reunir, de forma abrangente, todos os assessores das diversas pastorais de nossa diocese. A apresentação enfatiza a necessidade do planejamento e gestão, sendo de suma importância para sairmos da pastoral de manutenção ou eventos, com improvisações, para algo mais organizado. É uma forma de definirmos o “rosto” de nossa Diocese, nos ajudando a construir uma pastoral de conjunto mais articulada. Vejo como um momento de esperança! Muita coisa boa que já fizemos pode ser fortalecida, crescer e outras serem gestadas”, elogiou.
