A Solenidade de Nossa Senhora Aparecida é celebrada em toda a Diocese de Leopoldina, presença da Igreja Católica em 34 municípios da Zona da Mata Mineira. A devoção à padroeira do Brasil é muito marcante nesta região, tendo uma grande movimentação de fiés para participarem das celebrações eucarísticas.
Para contemplar esse dia especial para povo brasileiro, muitas paróquias estendem suas programações de missas ao longo do dia, acolhendo com os peregrinos de várias regiões. As ornamentações dos templos são preparadas com carinhos pelos paroquianos. Há também muitos que enfeitam as portas de suas casas para aguardarem a procissão. A demonstração pública de fé no Dia de Nossa Senhora Aparecida também contempla atividades que fazem memória ao dia que os pescadores João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia encontraram a imagem.
Em Além Paraíba, por exemplo, é realizada a tradicional Barqueata no Rio Paraíba do Sul, o mesmo curso d’água onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora da Conceição em 1717, na antiga Vila de Guaratinguetá, em São Paulo. O episódio é uma motivação especial para a população desta região de divisa entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, que vivem às margens do rio, promoverem grandes festejos em honra à Virgem Maria.
Já em Muriaé (MG) está a única paróquia no território diocesano dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Fica localizada no Bairro Porto, onde ocorreu as celebrações que se iniciaram às 5h30, sendo realizadas ao todo sete missas durante o dia, até a Solene Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Marcelo Sérgio Barros (pároco), concelebrada pelos Pe. Reginaldo Celidônio (vigário paroquial) e por sacerdotes que exercem o ministério em Muriaé, como o Pe. Jean Francisco (Paróquia São Paulo) e Pe. Semer Salim Oliveira (Paróquia Santa Cruz).
Em homilia, o padre Marcelo Sérgio comentou que Nossa Senhora está no imaginário religioso do povo brasileiro, seja católicos ou não, quando muitos expressam o seu nome em simples fatos cotidianos. “A imagem nos recorda a presença materna da Mãe do Senhor na nossa história e de nosso país. Ela é a mãe que houve os clamores e sente as necessidades de seus filhos e filhas”, frisou.
O sacerdote lembrou ainda do episódio recente que aconteceu em Muriaé e região, com as fortes chuvas que atingiram muitas famílias, mas que, Graças ao Bom Deus e sob a proteção de Nossa Senhora, não houveram vítimas. “Que Nossa Senhora aparecida continue nos apontar Cristo para as dores estampadas em nossos corações, que possa ser sinal de vida plena e nos ensine a superar os desafios dessa vida, nos ajudando a construir um Brasil mais Cristão, justo, pacífico e solitário”, concluiu.
Nossa Senhora aparecida também é padroeira do seminário diocesano localizado em Leopoldina (MG), que acolheu na manhã de quarta-feira (12) os fiéis para participarem da celebração eucarística presidida pelo reitor, padre Alessandro Tavares e concelebrada pelos padres Wallace Andrade Teixeira; Adilson José Dias Nery e Jovani Becari.
Padre Alessandro destacou em homilia a importância deste dia, quando rezamos com muito carinho a festa da Mãe de Deus e da padroeira da casa de formação. “No coração de Maria essa casa tem um lugar especial, pois aqui formamos os futuros padres, os novos serventes das bodas de todos os dias”, comentou.
O sacerdote refletiu ainda sobre o episódio narrado por São João no Evangelho das Bodas de Caná (Jo 2, 1-11), quando Jesus Cristo transformou água em vinho em uma festa de casamento. “Hoje celebramos o mistério da festa de Bodas de Caná. Toda festa exige que se prepare alguma coisa, o nosso coração, que se dispõe a viver aquele momento com Júbilo. Hoje vivenciamos isso”, comentou finalizou.
Além da ‘Paróquia do Porto’, em Muriaé (MG), e do seminário diocesano, em Leopoldina (MG), centenas de comunidades eclesiais missionárias tem Nossa Senhora Aparecida como padroeira, sendo realizada com o mesmo vigor, a festa da padroeira do Brasil.




