O Brasil é presenteado com a canonização de Santa Dulce dos Pobres, agradecemos fortemente ao Papa Francisco por esta gentil sensibilidade. A santidade consiste certamente na união íntima com a Santíssima Trindade e é externada na união íntima com as pessoas. Este fato foi continuamente relembrado pela irmã Dulce, tão acertadamente chamada de “o anjo bom da Bahia”. Os jornais enriqueceram nossos conhecimentos narrando-nos sobre a vida e as curiosidades que marcaram a vida da religiosa.
Dulce soube olhar com os olhos de Jesus; Dulce soube sentir com os sentimentos de Jesus; Dulce soube perceber como Jesus percebeu; Dulce soube aparecer como Jesus apareceu. Ela foi educada na escola do Evangelho, aprendeu a seguir os passos do Mestre, soube reconhecê-Lo em tudo. É a Igreja que caminha, segue seu itinerário, contando com a ternura de Santa Dulce dos pobres.
O anjo bom da Bahia agora é o anjo bom do mundo inteiro, de todos os corações. Dulce soube experimentar a cruz, aprendeu a acreditar, entendeu em quem acreditava. Isso é lindo! Só pode ser algo proveniente do Espírito Santo. Santa Dulce deixou as marcas do amor, da preocupação com a dignidade humana. Só mesmo um milagre para fazer de um simples galinheiro um enorme hospital. É isso mesmo, o Amor transformou um galinheiro em um hospital, o que mais o Amor não poderá transformar? Qual a impossibilidade para um Amor assim?
A Santa rezava, entregava-se a Deus, tanto se entregou que, sabidamente, por diversas vezes, o Criador a carregou no colo, suas forças humanas eram mínimas. Deus mesmo a tomou pela mão inúmeras vezes. Dulce soube dar o beijo de Jesus: beijo nas crianças, beijo nos caídos, beijo nos enfermos. Quem duvida de que era Jesus mesmo que beijava os seus? Santa Dulce compõe o acervo dos inúmeros beijos carinhosos que Deus dá em seus filhos amados. Deus é Bom. O sofrimento da Santa gerou muitos sorrisos nos rostos de quem não tinha mais esperança. Provocou no coração uma centelha de vontade de viver. Dulce colaborou na conservação da esperança.
Sintamo-nos beijados por Deus, amados como amor que Santa Dulce foi amada. Sintamo-nos percebidos e olhados pelo olhar que vem do céu e, amorosamente, tudo percebe, cuida dos seus. Sejamos imitadores do nosso Criador e Pai. Obrigado Papa Francisco pela sensibilidade. Santa Dulce dos pobres, rogai por nós.
Padre Alessandro Tavares Alves
Diocese de Leopoldina
