O bispo da Diocese de Leopoldina, dom Edson Oriolo, celebrou no dia 05 de maio os seus 36 anos de vida sacerdotal. A Santa Missa em Ação de Graças aconteceu na Igreja Matriz São José Operário, em Itajubá (MG), sua terra natal, onde foi ordenado sacerdote para serviço da Igreja particular de Pouso Alegre, em 1990.
Em homilia, revitou sua trajetória, que teve início aos 13 anos de idade, ao ingressar no seminário. Para os fiéis que acompanharam a celebração, a mensagem foi clara: o sacerdócio não é um título de honra, mas uma doação contínua.
Destacou ainda que o passar dos anos não deve “enrijecer” o coração do padre, mas sim torná-lo mais sensível. Ele estruturou sua homilia em torno de três eixos que fundamentaram sua caminhada desde o chão da paróquia até o episcopado:
- A Proximidade com o Povo: O bispo enfatizou que o sacerdote deve “cheirar como suas ovelhas”, estando presente tanto nos momentos de celebração quanto nas angústias cotidianas da comunidade.
- O Ministério da Misericórdia: Relembrando sua própria trajetória, ele definiu o padre como um canal. “Não somos a fonte da bondade, mas o duto por onde a misericórdia de Deus alcança quem mais precisa”, afirmou.
- A Arte da Escuta: Em um mundo ruidoso, dom Edson defendeu a necessidade de uma escuta que nasça “de dentro”, capaz de acolher o que não é dito em palavras.
Raízes Familiares e o “Sim” de 1990
Um dos momentos mais tocantes da matéria foi a recordação de suas raízes. Dom Edson rendeu homenagens a seus pais, Dona Alzira e Sr. José Eugênio, apontando a família como o “primeiro seminário”.
“Celebrar 36 anos é reconhecer que ninguém caminha sozinho. Minha vocação foi gestada no seio de uma família cristã e sustentada pela imposição das mãos de Dom João Bosco Óliver de Faria lá em 1990. Hoje, olho para trás com gratidão e para frente com a esperança renovada”, declarou o bispo.
Gestão e Evangelização
Conhecido por sua vasta produção literária e expertise em gestão eclesial, Dom Edson não deixou de lado a visão administrativa que marca seu governo em Leopoldina. Para ele, a eficiência na gestão deve estar sempre a serviço da mística evangélica.
Ao final da celebração, o bispo foi cumprimentado pelo clero e por representantes de diversas pastorais, reafirmando seu compromisso de continuar guiando a diocese com o mesmo vigor com que subiu ao altar pela primeira vez, há quase quatro décadas.
A missa de aniversário não foi apenas um marco cronológico, mas uma reafirmação de que, para dom Edson Oriolo, o sacerdócio permanece sendo uma missão de “amor, personalidade e zelo”.
