Aconteceu no último sábado (08), dia em que a igreja comemora a festa da Imaculada Conceição, na paróquia Santa Anna, em Pirapetinga, o encerramento do Ano Jubilar Sacerdotal do pároco Monsenhor Waltencyr Alves Rodrigues. O evento deu início às 9 horas, ao som da banda Lira 1° de Maio e, às 10, deu início à Santa Missa, presidida pelo Jubilando, concelebrada pelo Padre Alessandro Alves Tavares, com cerca de 1.000 fiéis, esteve presente também na celebração irmãos e sobrinhos do Monsenhor.
Logo no início da celebração,Padre Waltencyr ressaltou a importância do dia 8 de dezembro em sua vida,pois, neste mesmo dia, no ano de 1947, ele recebia a primeira vez o corpo e sangue de Jesus na eucaristia, e o seu pedido a Jesus Eucarístico após ter comungado foi para que Deus o dessea graça de um dia ser sacerdote. O jubilando destacou também que a partir daquela data, buscou todos os dias comungar do corpo de Cristo.
Na homilia, Monsenhor Waltencyr destacou a importância de se dar o “sim” a Deus, como Maria, e também da importância dos paroquianos em sua vida. A seguir a homilia na íntegra:
“Como Maria: Amém. Neste sentido faço a oração: Senhor Jesus Cristo, durante todo este ano vivenciamos em nossa comunidade a alegria de um jubileu de ouro sacerdotal. Nossa vida foi, é e será um Amém vivido comunitária e paroquialmente. Percorremos juntos, Senhor, este ano jubilar, e isso nos faz acreditar que o tempo passou. – Passou? Não. Nós é que passamos. Passamos felizes, passamos sorrindo, passamos cansaços. – Passamos? Não. Estamos aqui. Vida é caminho e caminho não termina. Os discípulos de Emaús voltaram para Jerusalém. Ponto de saída. Ponto de chegada. Ponto de vivenciar o presente que Deus nos deu e nos dá cotidianamente. Por isso é presente. Se alguém viveu algum momento especial… e todos vivemos… vai descobrindo que o que passou, ficou… permanentemente. Não dá para distinguir as fases ou etapas da vida. Vivi este ano momentos felizes, momentos de alegria, momentos de beleza imerecida, momentos que tive vontade de segurar um sonho. Tudo isso é como um barro que coloco na mão do Oleiro Divino, que vai construindo minha e nossa vida em seus diferentes momentos. De menino até hoje, uma coisa permanece igual: o amor a Deus que me foi transmitido e vivido em casa, o amor à missão que me foi ensinado por meus formadores. Se se vive todos os momentos no amor, todas as fases e momentos da vida são imorríveis. Voltemos à palavra inaugural deste ano jubilar. Tudo. Pirapetinga continua sendo tudo em minha vida. Pirapetinga é meu olhar. Aqui, abraço e sou abraçado, protejo e sou protegido, amo e sou amado. Vejo em cada um de vocês o meu pai Geraldo, a minha mãe Umbelina, os meus irmãos e irmãs que estão aqui e que sempre me acompanharam e acompanham com amor e saudades, minhas irmãs e irmãos que estão no céu intercedendo sempre por nós. Como sou grato a vocês. Todos os dias rezo por vocês, irmãs e irmãos queridos. O amor por vocês é tão grande que supera todas as saudades contidas. Cada gesto e cada palavra pronunciada por mim, são gestos e palavras pronunciadas por vocês. Só o amor não sucumbe ao cansaço e às saudades sentidas. Obrigado à equipe formada espontaneamente para preparar e realizar este ano jubilar. Deus, por Sant’Anna, derrame muitas bênçãos sobre vocês. Aqui e na eternidade, sempre vou estar com vocês. A música fala: “Não temas, segue adiante, não olhe para trás, segura na mão de Deus e nas mãos dos amados e vai”. E vai. Vá em frente. Sorrindo, abraçando. Na vida, no viver é preciso sempre recomeçar. Até chegarmos ao céu, recuperando o paraíso perdido. Fazer a comunidade chegar ao céu é a finalidade e a missão de todo Padre. Céu é a realização total de tudo. Santo Agostinho diz que o céu é a entronização do homem no sétimo dia da criação. E Deus, olhando para mim e para todos vocês, viu que tudo era, foi e é bom. Em um jubileu, somos convidados a um novo início. Rezem por mim. Só quero ser Padre. Se possível, um bom Padre. Mais do que pedir, o que fica desses 50 anos de Padre é um enorme ‘Obrigado!’, um infinito ‘Deus lhes pague’. Durante todo ano misturaram-se preces, cantos, festa, mutirão, faixas, bandeirinhas, crianças, jovens, gente de Deus, comunidades, amigos, parentes, irmãos, irmãs, conterrâneos e até pastéis nos finais de semana. Festa que jamais esquecerei, porque ali senti a luz de Cristo bem de perto. Luz e alegria que não passam. Por isso, ficará para sempre. Por causa d’Ele: Jesus. O meu viver é Cristo… em vocês e por vocês. Com nossa mãe, Maria, com a nossa querida Sant’Anna. Com todos eu quero sempre estar. Fazei isso em minha memória. Que Cristo esteja sempre aqui e que todos sintam seu calor na fração do Pão Eucarístico. Fica conosco, Senhor, e sinta, no meu, e em cada rosto, a alegria do pão partilhado na grande mesa da Eucaristia. Terminando… eu quero colocar junto com o pão e o vinho consagrado toda essa gente amiga que faz a minha e a nossa história de amor e amizade. Que a aliança entre nós permaneça na esperança, no amor, no sofrer. Em toda a Eucaristia quero misturar o meu sangue, o nosso sangue no sangue de Jesus. Quero misturar o meu sonho e o sonho de todos no cálice da salvação. Eu quero ser, me ajude Senhor, o gosto desse vinho santo e a intimidade do amor divino para todos aqueles que o Senhor colocou sob os meus cuidados. Para todos aqueles que idealizaram e trabalharam para a concretização deste ano jubilar. Sou e sinto-me feliz com Jesus, com Maria, com Sant’Anna e com vocês. Amém.’’
Por fim, o marco do Ano Jubilar foi a inauguração de um busto em homenagem ao jubilando. O ano Jubilar terminou, mas ficará gravado para sempre nos corações e na memória dos paroquianos e do Monsenhor Waltencyr.A comissão organizadora do Ano Jubilar já iniciou os preparativos para 2021, quando irá se comemorar os 50 anos de serviço do Monsenhor à paróquia Santa Anna.
Henrique Silva Araújo – Seminarista
1° ano de Filosofia









