Monsenhor Solindo José da Cunha
Combati o bom combate.
Conservei a fé. Espero agora do supremo
Juiz a coroa da Justiça.
São Paulo a Timótio Cap. 4 Vers. 7
21/07/1900 – 21/07/2015
115 anos de seu nascimento
No dia 21/07/2015, completou 115 anos do nascimento do Monsenhor Solindo José da Cunha. Monsenhor Antônio J. Chamel, já dizia nas comemorações do centenário a seguinte frase, “Nada é tão louvável como o culto da memória dos grandes vultos do passado. E Monsenhor Solindo foi um gigante do espírito e da fé”.
Monsenhor Solindo, avançou tanto, que, aqui em nossa Minas Gerais, se fez um dos precursores de idéias e posições que o Consílio Vaticano II, aprovaria ou sugeriria: o uso do vernáculo na liturgia, simplificação em certos ritos religiosos, valorização das Comunidades de Base, etc. Não é de estranhar que, como condutor de almas, tenha feito do confessionário, sempre, uma das maiores razões de seu Sacerdócio, um dos mais constantes e seguros campos de Apostolado. Sabia ordenar e conduzir as Comunidades Paroquiais. Não se desligava dos problemas diocesanos, nem deixava de fazer tudo quanto lhe estivesse ao alcance para o bem da Igreja Universal. Por isso, grandes e pequenos o estimaram, o admiravam e o amavam. E sabiam que, em horas difíceis, ele estava, com prudência e caridade, presente, para amparar e consolar. Nunca, pelo que se vê Monsenhor Solindo permitiu que o social predominasse sobre o espiritual, como tanto, proclamava os defensores de um liberalismo inconciliável com as normas de ação de uma igreja voltada mais para o céu que para a terra. E que sabia que o homem, ser social por excelência, deve concretizar-se no mundo que o cerca, mas não escravizar-se a esse mundo, desligando-se, portanto, de Deus, da suprema fonte de valores e do objeto maior do amor que se plenifica em toda alma sincera e alimentada pela verdade. É por tudo isso, de lamentar que Monsenhor Solindo não tenha deixado escritos, publicados, cujas qualidades brilhavam e rebrilhavam na palavra falada, especialmente no sermão e na homilia.

