Missão é servir
“Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos” (Mc 10,44)
Estamos iniciando o mês de outubro, mês em que a Igreja convida seus filhos a rezarem mais intensamente pelas missões. Mês iluminado pelo testemunho de Santa Terezinha, padroeira e inspiradora das missões e São Francisco de Assis. Neste período assumimos o compromisso de rezar pelas vocações missionárias e promover iniciativas de amparo aos nossos irmãos e irmãs que se dedicam a este serviço.
As palavras do Papa Francisco em sua mensagem para o dia Mundial das Missões nos envolvem no grande mistério da vocação missionária: “Dirijo-me de modo especial aos jovens, que ainda são capazes de testemunhos corajosos e atitudes generosas e por vezes contracorrentes: não deixem que lhes roubem o sonho de uma missão verdadeira, de doar-se ao seguimento a Jesus que requer o dom total de si. No segredo de sua consciência, pergunte-se o motivo pelo qual escolheu a vida religiosa missionária e meça a disponibilidade em aceitá-la por aquilo que é: dom de amor a serviço do anúncio do Evangelho, lembrando que, antes de ser uma necessidade para aqueles não o Conhecem, o anúncio do Evangelho é uma necessidade para quem ama o Mestre”.
Neste sentido, o anúncio do Evangelho é uma resposta generosa e necessária daqueles que fizeram a experiência do Mestre e não conseguem mais viver sem anunciá-lo, sem falar Dele. Este anúncio, em todas as suas dimensões, é o caminho do missionário apaixonado pelo Mestre. É de dentro de um coração enamorado e seduzido que nasce esse “falar”. Semelhante aos discípulos de Jesus que mesmo reconhecendo os desafios do seguimento exclamaram: “A quem iremos Senhor? Só tu tens palavra de vida eterna” (Jo 6,68).
Aqueles que acolhem tal chamando precisam ser corajosos para nadar contra a corrente, como afirmou o Papa. Pois sabemos que o Seguimento do Senhor exige de nós contínuas renuncias e desapegos. O mundo precisa de homens e mulheres disponíveis e de boa vontade para viverem de missão e a comunidade cristã, especialmente as mais sofridas, oferece o espaço privilegiado para este serviço.
Precisamos avançar muito neste “nadar contra corrente”. Dentro de uma sociedade individualista somos convidados a testemunhar o cuidado com o outro e com a criação. Neste sentido, a vivência comunitária das famílias e dos religiosos tem muito a oferecer ao mundo. Também a campanha missionária deste ano nos propõe reflexões que poderão nos ajudar, tais como: O grito que vem da Amazônia, Juventude inquieta e solidária e a comunidade que acolhe. No tempo em que a indiferença está entranhada em todos os lugares somos chamados a nos comprometer sempre mais com a causa do Reino nos diversos âmbitos da sociedade.
Rogamos a Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, que nos auxilie nesta caminhada de conversão e ampare todos os missionários do mundo inteiro com a sua ternura de Mãe.
