A lembrança das vítimas das chuvas em Minas Gerais esteve presente nas palavras do Papa Leão XIV durante sua mensagem dominical, quando assegurou orações ao povo atingido pelas enchentes no estado. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também manifestou solidariedade, incentivando a caridade concreta e a esperança cristã.
Dom Giambattista Diquattro, Núncio Apostólico no Brasil, realizou uma ligação por vídeo na sexta-feira (27), enviando mensagem de solidariedade às famílias afetadas pela enchente e palavras de encorajamento aos sacerdotes que atuam nas comunidades atingidas.
A chamada aconteceu enquanto dom Edson José Oriolo estava em visita à Paróquia Santa Bernadete. O bispo estava acompanhado do padre Valdemar Tadeu Ferreira Orsay Gonçalves Lima, do padre Wallace Andrade Teixeira e do pároco local, padre João Victor Melo Martins, que teve a oportunidade de conversar diretamente com o Núncio durante a chamada de vídeo.
O momento foi marcado por simplicidade e profunda emoção. Mesmo à distância, a palavra do representante do papa no Brasil trouxe conforto e reafirmou a comunhão da Igreja universal com a realidade vivida em Ubá.
Durante a visita em Ubá, dom Edson percorreu áreas afetadas pelas águas, encontrou-se com famílias atingidas, visitou regiões do comércio prejudicadas e levou uma palavra de esperança às comunidades. O bispo de Leopoldina visitou todos os centros de apoios formados pelas paróquias, agradecendo a todos os envolvidos nas mais diversas frentes de trabalhos da paróquia.
Ao lado dos sacerdotes, reforçou que este é um tempo de unidade presbiteral e de presença concreta junto ao povo. A conversa do padre João Victor com o Núncio simbolizou essa ponte entre a Igreja local e a Igreja universal.
A manifestação de Dom Giambattista Diquattro evidenciou que a dor de Ubá não está isolada. A Igreja, em suas diversas instâncias, caminha unida — do Santo Padre às comunidades paroquiais — sustentando a esperança daqueles que enfrentam a reconstrução.
Entre ruas ainda marcadas pela enchente e gestos concretos de caridade, permanece uma certeza: a fé continua sendo sinal de esperança, e a comunhão eclesial é força que sustenta e renova.














