A comunidade paroquial de Santo Antônio, em Visconde do Rio Branco (MG), celebra um momento de Ação de Graças pelos 10 anos da paróquia. Dom Edson Oriolo presidiu uma Solene Celebração Eucarística, marcando a abertura das comemorações, sendo concelebrada pelo padre Marcelo de Aguiar Morais (pároco). Na ocasião, o bispo diocesano abençoou a nova imagem de Santo Antônio.
Em homilia, o bispo diocesano refletiu sobre o trabalho de tantas pessoas para a construção do Reino de Deus, desde os seus primórdios, quando foi construída a primeira capela. “Quantas pessoas dobraram seus joelhos e rezaram”, questionou.
Dom Edson disse ainda que a comunidade paroquial é fruto dos antepassados que plantaram sementes em muitos corações. “Olhando essa caminhada, devemos hoje continuar nossa missão. Somos chamados a viver o hoje de Deus”, finalizou.
HISTÓRIA
Em Visconde do Rio Branco (MG) está localizada a paróquia mais antiga pertencente a Diocese de Leopoldina, a São João Batista, criada no ano de 1810.
Seu território paroquial foi desmembrado sucessivamente para a criação de outras paróquias na região, entre elas a de Santo Antônio, cujo decreto de criação 001/2012 de 07 de setembro de 2012 foi assinado pelo administrador diocesano à época, monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz, que considerou a expansão do perímetro urbano da cidade e, consequentemente, do território da Paróquia São João Batista, além de justificar a forte presença histórica e pastoral da comunidade eclesial missionária de Santo Antônio.
A primeira capela de Santo Antônio que se tem notícia foi construída pelo vigário de São João Batista, o padre Marcellino Rodrigues Pereira e serviu ao culto até 1917, quando foi demolida.
Um novo templo foi construído em 1918 para a celebração da eucaristia. Em 1946, por intermédio do Dr. Júlio Esmeraldo da Silva, foi construída a Casa de Retiros Dom Delfim Ribeiro Guedes, ao lado da capela, para sediar o retiro espiritual para os homens, tendo como diretor o professor Oiliam José.
Em 1983 os sacerdotes da Ordem dos Frades Menores (Franciscanos) iniciaram o ‘Noviciado’ em Visconde do Rio Branco (MG), onde funcionou a Casa de Retiros – que passou a ser a o local de formação da etapa que precede a emissão de votos religiosos. O Noviciado funcionou no local por dezoito anos, sendo encerradas as atividades franciscanas na cidade no dia 22 de fevereiro de 2001, justificadas pelo baixo índice de vocações para a vida religiosa nesta região.
Com isso, a Diocese de Leopoldina adquiriu o imóvel onde funcionou o Convento dos Franciscanos, numa mobilização da comunidade paroquial de São João Batista liderada pelo padre Jorge Luiz Passon.
A aquisição do patrimônio é datada de setembro de 2001. Com a saída dos Franciscanos, o então bispo diocesano, dom Dario Campos, decidiu pela criação do Setor Santo Antônio, vislumbrando a possibilidade de tornar-se paróquia. Com o desenvolvimento dos trabalhos, o padre Volnei Ferreira Noro solicitou à Diocese de Leopoldina, vacante nesse período, a criação da Paróquia Santo Antônio.
Após ouvir o Conselho de Pastoral do Setor Santo Antônio e os Colégio dos Consultores, o Monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz, administrador diocesano, assinou o decreto de criação da Paróquia Santo Antônio de Visconde do Rio Branco, em 07 de setembro de 2012, sendo nomeado o padre José Cambraia de Oliveira Júnior como vigário paroquial.
A nova paróquia foi formada por parte do território da Paróquia São João Batista, sendo constituída por três comunidade rurais e outras quatro no perímetro urbano.
No início de suas atividades, o padre José Cambraia, que participou do processo de transição de instituição da Paróquia Santo Antônio, à época como vigário paroquial de São João Batista, disse que a construção da identidade paroquial não foi muito difícil, tendo em vista o “espírito de pertença”, trabalho esse realizado pelos seus antecessores, mencionando ainda a piedosa presença dos franciscanos.
– No que se refere à dinamicidade da recém paróquia, demos continuidade às pastorais e movimentos existentes, motivamos a implantação do Apostolado do Terço dos Homens,da Irmandade do Santíssimo e a inovação da PASCOM, com o Jornal O Lírio e postagens nas redes sociais.
Abraçamos com o fervor “Antoniano” os investimos na Catequese, pois julgamos ser a base de um processo de evangelização eficaz. Em comunhão com o Conselho Administrativo e Pastoral transformamos a Festa de Santo Antônio em um espaço de encontro, de confraternização, de solidariedade e de trabalho voluntário. Priorizando, sobretudo, a união e o empenho de toda a comunidade.
Não conseguiria me expressar com palavras para transcrever o que vivi e experienciei, nesse local e nesse espaço de tempo, pois essas são insuficientes para externar tamanho sentimento e recordações. Os desafios foram muitos, mas a cumplicidade de cada membro, de cada comunidade com seus coordenadores, bem como o empenho e dedicação das pastorais; cada sorriso, os abraços, as orações advindas das crianças, dos adultos e idosos. Esse povo simples e humilde que nos conduz a Espiritualidade da Manjedoura onde reside a força da Esperança na fragilidade de uma Criança.
Toda essa vivência nos proporcionou a identidade, não de uma jurisdição paroquial, mas de uma FAMÍLIA que se constituiu na diversidade, no respeito e, acima de tudo, na fé, na confiança e na cumplicidade.








