A Diocese de Leopoldina promoveu a sua primeira Reunião Geral do Clero deste ano, que refletiu sobre a “16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos”. O evento aconteceu no Seminário Diocesano Nossa Senhora Aparecida na manhã desta quinta-feira, 7 de março de 2024, em Leopoldina (MG). Logo pela manhã, os presbíteros foram acolhidos com um café da manhã, seguido do momento de oração e palavras do bispo diocesano, dom Edson Oriolo, marcando a abertura do encontro.
O coordenador diocesano de Pastoral, padre Márcio Arthur Júnior, iniciou os trabalhos do dia e apresentou uma síntese da “16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos”, realizada entre 4 e 28 de outubro de 2023. Com o tema “Por uma Igreja Sinodal. Comunhão, participação e missão”.
Ele lembrou que em nossa diocese o itinerário sinodal teve início no dia 26 de outubro de 2021, quando as forças vidas foram chamadas a desenvolver uma mentalidade de escuta nas paróquias e comunidades eclesiais missionárias e com o encerramento em 30 de julho de 2022, quando um relatório diocesano foi enviado para a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, responsável pela sistematização do processo e encaminhamento para a etapa continental, realizada em setembro de 2022.
Em outubro de 2023 foi realizada a fase Universal, na “16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos”, no Vaticano. Sua conclusão se dará em outubro de 2024, quando a segunda sessão da Assembleia terminar o seu trabalho, oferecendo assim, o documento ao Santo Padre.
Em sua apresentação ao clero de Leopoldina, o coordenador diocesano de pastoral, padre Márcio Arthur, mostrou que o texto do Sínodo está estruturado em três partes importantes, e traz uma visão ampla sobre a Igreja Católica, destacando a importância da sinodalidade e corresponsabilidade. Também enfatiza questões relacionadas a identidade do Povo de Deus, promovendo uma Igreja mais próxima das pessoas. As reflexões são extensas e destaca a celebração eucarística como um ponto central e tantos outros temas como a valorização dos leigos, de uma Igreja participativa, atenta às necessidades contemporâneas.
Ele comentou que nessas três reflexões devemos levar em consideração ‘as convergências’, definindo claramente um itinerário, para que todos sigam um mesmo caminho; também ressaltou algumas questões para aprofundamentos teológicos, pastoral e canônicos, para compreendermos melhor esse caminho a seguir, bem como algumas propostas que indicam possíveis pistas a percorrer.
Por fim, os sacerdotes formaram diversos grupos, representando cada região forânea, para discutirem o tema “Como ser Igreja sinodal em missão”, com o objetivo de identificar os caminhos a percorrer e os instrumentos a adotar nos diversos contextos e nas diversas circunstâncias, de modo a valorizar a originalidade de cada batizado e da Igreja na missão única de anunciar o Senhor ressuscitado e o seu Evangelho ao mundo de hoje.
Os sacerdotes foram submetidos a questionamentos de como valorizar a corresponsabilidade diferenciada na missão de todos os membros do Povo de Deus. Quais são os modos de relação, estruturas, processos de discernimento; e que decisão em relação à missão permitem reconhecê-la, moldá-la, promovê-la? Também refletiram sobre os ministérios que podem ser renovados ou introduzidos para melhor exprimir esta corresponsabilidade?
Dessa forma, a Diocese de Leopoldina, em comunhão com a Igreja, marca a sua participação efetiva na 16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, trabalhando com algumas reflexões dos sacerdotes desta Igreja particular, para que as respostas cheguem nesta segunda sessão da assembleia, que ocorrerá em outubro deste ano.
Por fim, a Reunião Geral do Clero também foi marcada por diversos momentos e apresentações de outros assuntos de interesse diocesano, a exemplo da equipe litúrgica, que promoveu uma reflexão sobre Cantos Litúrgicos, destacando a tradição musical da Igreja como um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, que constitui uma parte tão importante da liturgia sagrada.
Essa foi a primeira reunião do ano e sempre é uma oportunidade de ser um momento de encontro, aprendizado e reflexão para os sacerdotes, que discutem questões fundamentais para o seu ministério e para o aprimoramento de conhecimentos litúrgicos, contando com a presença e apoio do bispo diocesano, dom Edson Oriolo.







