O bispo de Catanduva (SP), dom Valdir Mamede, foi o pregador do retiro espiritual do clero da Diocese de Leopoldina, conduzindo fortes momentos de espiritualidade e de convivência fraterna entre os irmãos presbíteros, sendo uma oportunidade para os sacerdotes e diáconos do clero diocesano refletirem sobre a vida e ministério.
Dom Valdir Mamede discorreu sobre as subidas de Jesus Cristo aos montes das ‘Bem-Aventuranças’, quando pregou o Sermão da Montanha; ‘Monte Tabor’, onde ocorreu a Transfiguração de Jesus Cristo e ‘Monte Calvário’, onde Ele foi crucificado e morto. O bispo de Catanduva também refletiu que existem inúmeros desafios e preocupações nos tempos atuais, sendo perceptível a urgente necessidade de um testemunho mais luminoso de Cristo.
Dom Edson Oriolo, bispo de Leopoldina, comentou que os presbíteros foram escolhidos pela Igreja e tem a grande responsabilidade de anunciar o Reino dos Céus e a Palavra de Deus. “Temos a grande missão de sermos cada vez mais apaixonados pelo nosso ministério. É um período de abrirmos nossos corações para que a Graça de Deus possa agir, vivenciando esse dom que recebemos, que nos dá muitas alegrias”, comentou.
O retiro do clero diocesano aconteceu entre os dias 27 de fevereiro a 02 de março de 2023, no Hotel Fazenda Retiro das Rosas, localizado no Distrito de Cachoeiro do Campo, em Ouro Preto (MG). Além dos momentos de formação, foram realizadas celebrações eucarísticas e meditações das estações da Via-Sacra, entre outros.
“Foi um prazer estar com os clérigos da Diocese de Leopoldina, onde tive a oportunidade de, ainda como seminarista, vir inúmeras vezes. Cataguases e Guidoval são cidades que nunca me esquecerei por ter tido oportunidade de ali fazer estágios pastorais de férias. Me lembro especialmente de Mons. Solindo, em Cataguases, o qual foi cuidado pelos claretianos iá no crepúsculo de sua vida sacerdotal”, comentou dom Valdir.
Ele recordou também de quando exerceu o seu ministério sacerdotal no Rio de Janeiro e visitou Leopoldina algumas vezes em companhia de amigos paroquianos naturais da cidade, para passar dias de descanso junto as suas famílias. Também lembrou dos momentos de convivência com o padre Carlos Roberto Moreira, que conheceu ainda como seminarista. Por fim, agradeceu ao seu irmão no episcopado, dom Edson Oriolo. “Conheço dom Edson de longa data, de nossa querida Pouso Alegre. Ele foi orientador de nosso retiro em Catanduva e hoje retribuo o serviço prestado, passando com vocês estes dias de retiro”, finalizou.
O diácono Augusto Vilela está prestes a ser ordenado sacerdote e participou pela primeira vez do retiro do clero diocesano, afirmando ser uma oportunidade de crescer no amor a Jesus a partir da consideração do que deve ser a vida de quem quer se configurar ao Cristo Crucificado e Ressuscitado. “É uma oportunidade de caminhar com o Senhor e reaprender d’Ele o que Ele espera dos ministros de Sua Igreja”, comentou.
O vigário geral da Diocese de Leopoldina, monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz, disse ter sido um momento rico que fortalece os presbíteros na caminhada e em suas missões, amando cada vez mais o ‘Servir’, cuidando da comunhão presbiteral.
“Subimos ao Monte Tabu rezando com Jesus, para que na intimidade com Ele, possamos alcançar a santidade que fomos chamados, aprendendo a ‘ser misericórdia’, cheios de amor. Que possamos descer às nossas paróquias e viver a missão que assumidos, que nos foi confiada pela Igreja, de Anunciar a Boa Nova e o Reino dos Céus, aprendendo a fazer das crises oportunidades de amadurecimento”, comentou.
Para o chanceler do bispado e reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora de Guadalupe, padre Antônio Márcio Marques de Queiroz, o retiro é tempo de frequentar o deserto de nossos corações “para ouvir a voz de Deus a nos falar e nos conduzir”. Comentou ainda que os sacerdotes e diáconos vivenciaram um tempo fecundo da Graça de Deus, orientados por Dom Valdir Mamede, que auxiliou na escutar ao chamado do Senhor, mesmo em meio aos contratempos e dificuldades encontrados no caminho ministerial.
O representante dos presbíteros, padre Antônio David Martins, comentou sobre esse momento tão importante e enriquecedor. “Vivenciamos momentos fraternos, de orações, eucaristia, liturgia das horas, caminhada da Via-Sacra, entre tantos outros, podendo assim experimentar o amor de Deus através de nossa convivência e de nosso pregador, que nos convidou a fazer a caminhada pelas montanhas junto com o Senhor, saboreando suas Palavras, para que possamos vivenciar no dia a dia a verdadeira experiência e amor de Deus”, refletiu.
Padre Antônio David concluiu que o retiro possibilitou preparar bem para a Semana Santa, tendo os sacerdotes um crescimento de convivência um com os outros, permitindo um caminho de fraternidade e comunhão presbiteral.
Para o monsenhor Antônio Luiz da Silva, dom Valdir Mamede teve grande sensibilidade, conhecimento e discernimentos com as reflexões, apresentando a disposição de Nosso Senhor Jesus Cristo para nos salvar. “Foi muito bonito, forte, leve, alegre e descontraído. Dom Valdir Mamede nos apresentou histórias de vida, demonstrando que as crises sempre nos ajudam a amadurecer na missão. Tive a percepção de um clero feliz com essa convivência fraterna”, concluiu.
Já o monsenhor José Carlos Ferreira Leite demonstrou-se grato pela oportunidade de participar do retiro com Dom Valdir Mamede. Disse que foi um momento positivo para refletir sobre a caminhada e seus desafios, dificuldades. “Agradeço a oportunidade que nossa diocese está nos proporcionando, sobretudo neste Ano Vocacional, levando assim a alegria de nosso ministério aos nossos paroquianos e ao povo de Deus”, comentou.
O reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Aparecida de Leopoldina (MG), padre Alessandro Alves Tavares, falou da importância da proximidade de orações com os sacerdotes do clero diocesano, sendo um tempo de revisão da caminhada e oportuno para reflexão. “Dom Valdir Mamede foi um grande facilitador e, pela experiência sacerdotal e episcopal, transmitiu para nós conhecimentos de vivências, para que tenhamos condições de observar as cruzes, superá-las, sem jamais perder a esperança”, comentou.
O Frei Gilberto Teixeira da Silveira vê no retino uma grande oportunidade de encontro e convivência. “Mais do que tudo, uma convivência na oração. Quando rezamos juntos, fortalece os vínculos entre nós sacerdotes, bispo e diáconos. É um encontro quando retiramos dentro de nós mesmos o que temos de melhor, para que possamos frutificar ainda mais, retirando aquilo que não está bom, que precisa deixar de lado, para viver melhor a nossa vocação e missão”, comentou.


















